17 novembro 2010

Ainda estou vivo

Dormi bem. Acordei ainda melhor. Estou calmo. Sereno.
Mal cheguei ao trabalho fui medir a tensão arterial.
Tinha 15,5 – 9,8 e a pulsação estava nos 58.
Quer dizer, se por um lado estou morto com uma pulsação tão baixa, com uma tensão tão elevada devo estar quase a explodir.
Martírio o meu.

12 novembro 2010

Fechados para balanço

Enviei por fax dois pedidos de número para dois funcionários que ainda não estavam inscritos na Segurança Social.
Uma semana depois ligo para os serviços de Lisboa. Atendem ao fim de 10 minutos.

- Sim.
- (Bom dia para si também) Queria saber se duas pessoas já têm número.
- Eu sou só telefonista. As secções não estão a atender telefones.
- Mas não atendem porquê?
- Estamos com falta de pessoal, o trabalho é muito. Portanto, não vou passar.
- Então quando posso ligar?
- Escusa de ligar, ninguém atende. São ordens superiores.
- Está a querer dizer-me que não vão dar-me os números por telefone?
- Exactamente. Ou vem cá, ou se quiser, tente por e-mail. Pode ser que tenha sorte. Eu não posso fazer mais nada.
- Eu já fiz isso anteontem e ninguém respondeu ao e-mail.
- Pois…

Mas eu como sou um gajo lixado e não me dou por vencido, principalmente contra este cancro que são os funcionários da Segurança Social de Lisboa, tive uma brilhante ideia. No dia seguinte ligo para a Segurança Social de FARO.
- Queria saber se já foram atribuídos números para X e Y.
- Diga-me o NIF e a data de nascimento de cada um deles.
- Com certeza - e dou estas duas informações.
- Os números são….
- Muito obrigado pela atenção.

Não me deram de uma maneira, deram-me de outra. Ou seja, resolvi o assunto à portuguesa: desenrasquei-me.

E quero que o pessoal da Segurança Social de Lisboa se F***.

04 novembro 2010

Vô Carlos

Ontem tive mais um dia mau no trabalho. Surpresas desagradáveis.
Injustiças em termos monetários e na gestão da empresa/colaboradores, onde mais uma vez senti que a antiguidade não é um posto de trabalho. O que está a dar são as amizades, pessoas protegidas e humilhar os restantes descaradamente.
Fiquei revoltado. E o meu escape foi lembrar-me do meu falecido avô Carlos.
Como eu gostava daquele homem. Sempre bem disposto, bastante zangado quando lhe pisavam os calos e, acima de tudo, uma pessoa muito inteligente, apesar de ser analfabeto e de ser surdo desde os 19 anos. E por isso, a chacota da família que aproveitava destas “fraquezas” para gozar com ele. E que eu odiava!
E tinha uma excelente memória. Sabia de pormenores que não lembrava a ninguém.
É com muito orgulho que adquiri alguns traços da personalidade do meu avô.
Tudo isto deve ser muita coincidência. Se ele fosse vivo, hoje festejava mais um aniversário.
Parabéns Vô…

02 novembro 2010

Arcade Fire cancelados

O concerto dos Arcade Fire agendado no Pavilhão Atlântico, para o dia 18 de Novembro, foi cancelado.
A promotora Everything Is New acabou de fazer um comunicado na imprensa informando que o recinto do Pavilhão Atlântico não estará disponível para o concerto dos Arcade Fire no dia 18 de Novembro, resultante da determinação do Ministério dos Negócios Estrangeiros e ficará a dever-se a razões de segurança relacionadas com a realização da Cimeira da NATO na FIL nos dias 19 e 20 de Novembro. O caso foi resolvido em prejuízo da promotora Everything Is New, do público e da própria banda canadiana, a qual divulgou um comunicado de imprensa onde pede desculpa aos fãs portugueses prometendo compensá-los assim que for possível. A banda está desapontada com a situação mas não há nada mais que possam fazer. Devido à concorrida agenda, o grupo só pode voltar ao nosso país em 2011.

Resumindo: até num evento musical, o Governo dá barraca e faz o que quer sem se importar com os cidadãos. Realmente eu até estava a pensar em entrar com uma G3 ou uma Kalashnikov para o Pavilhão enquanto assistia aos Arcade Fire. Parece que os fãs da banda canadiana são violentíssimos.
Este excesso de zelo tem um propósito. A vinda ao nosso país do Exmo. Sr. Dr. Prof. Presidente dos EUA, sua Alteza Barack Obama e os seus 40 ladrões...
Cada vez mais detesto os políticos de tacho deste país de parasitas, sempre à mercê e ao baixar das calças perante os estrangeiros.