27 agosto 2009

Jantar moderno

Xana: fazes serão ou jantas em minha casa?
£uís: faço serão o tanas! Janto em tua casa.
Xana: aparece pelas 19h.
£uís: ok.

Xana: vamos comer tostas com manteiga e pedras de sal.
£uís: são muito boas estas tostas.
Xana: estou a ver que gostas da manteiga (está a comer tudo, pensou ela – eheh)
£uís: e logo eu que não gosto nada de manteiga.

Xana: vamos jantar o que não me apeteceu almoçar. Bolonhesa.
£uís: e com esparguete. Adoro!
Xana: vamos comer na sala. Ainda não tenho mesa de cozinha (disse isto uma 50 vezes – eheh)
£uís: não faz mal. Metes uma toalha e já está.
Xana: não tenho toalhas. Vou pôr individuais.

£uís: e para beber?
Xana: tenho água, água…e também água.
£uís: prefiro a segunda bebida, se não te importares.
Xana: boa. É que está fresquinha.

Xana: vamos comer crepes. Gostas?
£uís: bastante.
Xana: vou fazer no micro-ondas. Vou ter de abrir e fechar umas 300 vezes a porta porque ainda não sei mexer nisto.

Xana: queres café?
£uís: é melhor não, por causa dos comprimidos que estou a tomar.
Xana: chá?
£uís: também não.
Xana. ok. (óptimo! Menos loiça para lavar – ehehe)

Xana: vamos ao Dolce Vita?
£uís: bora lá.
Xana: vamos ao “stápeles” (Staples) porque tem pastas de arquivo baratinhas.
£uís: também preciso de comprar.
Xana: tenho frio…olha a minha pele de galinha.
£uís: lindo! Mais uma xavala que vê um ventinho e fica logo com o frio.

Xana: vou comprar esta coisa aqui na barraca dos indianos contra a inveja e o mau olhado. É tão giro.
£uís: (arghhhhhhhhhhhhhhhh).

Para quando o próximo encontro de malukkos?
Talvez quando houver mesa de cozinha e TOALHAS!
Acompanhado pela TV Cabo…ehehe.

22 agosto 2009

Escola Avelar Brotero



A Câmara Municipal de Odivelas tem a intenção de demolir a escola Avelar Brotero (no meu tempo conhecida por SEDE), que fica à entrada da cidade. O objectivo será criar mais um espaço verde, que tanto falta fazem às cidades.
Mas de boas intenções está o inferno cheio. Vamos por partes.
Acho inacreditável demolir um edifício que albergou e ensinou milhares de estudantes odivelenses e que ainda hoje é uma referência para todos nós. Por ali passaram dois ilustres alunos: NELSON EVORA (campeão olímpico no triplo salto) e PAULO SANTOS (guarda-redes do Sporting de Braga, há 2 épocas atrás), na altura mais conhecido por "Chibumba".
E o que dizer da dona EFIGENIA, a mãe de todas as contínuas? Uma velhota que metia respeito com o seu feitio especial, mas que adorava todo o pessoal que por lá passou?
Sei que a escola precisa de uma boa restauração e que isso custa muito dinheiro, mas seria um esforço que muito continuaria a orgulhar as gentes de Odivelas.
Em sua substituição, vão criar um jardim, ou seja, mais um espaço verde. Para quê?
Fizeram um jardim que está exactamente no lado oposto à escola, onde estive no outro dia e fiquei perplexo com a falta de higiene na zona pedonal.
O jardim da música substituiu o antigo campo de futebol. Um fiasco. Tem pouquíssimas árvores, ou seja, sombras nem vê-las, e está sempre vazio.
Da estátua em homenagem ao Luís de Camões…Coitado do poeta, ainda bem que não está cá para a ver.
Portanto, se a intenção da presidente da Câmara é demolir um dos ex-libris da cidade, todo o concelho terá a oportunidade de se manifestar nas próximas eleições, no dia 11 de Outubro…não votando nela! A não ser que esta decisão esteja dada como adquirida, seja qual for o Presidente em exercício.
No entanto, acrescento que existe uma petição on-line, criada por um antigo aluno da escola, que soube desta notícia através do programa Sociedade Civil, do canal 2 da RTP.
Deixo-vos a seguir o link para que todos possam aceder e assinar, caso seja a vossa intenção, como é óbvio. Se puderem, divulguem a todas as pessoas e peçam também para assinar. Não custa nada.

http://www.peticaopublica.com/?pi=demABrot

02 agosto 2009

€uros certos

Toca o meu telemóvel. Era a minha mãe:
- Luís Miguel, amanhã quando estiveres a vir para a nossa casa e como fica em caminho, passa pelo LIDL e compra-me “x”, “y”, “z”…
Escusado será de dizer que o LIDL não fica nada em caminho, tenho de fazer um desvio considerável, mas como é para a mãezinha, que remédio:
- Está bem, mãe. Vamos a ver é se não me esqueço. Os cabrões dos comprimidos obrigam-me a falhas de memória.
Lá fui eu de saco na mão comprar os três produtos que a Bela queria. Quando chego à caixa, a rapariga diz-me:
- São 3 € certos.
E lá lhe dei os 3 € certos. Juro que ainda hoje eu não consigo perceber esta fixação que as pessoas têm de dizer os preços ou valores com a palavra mágica “certos”, quando a referida quantia não têm cêntimos. Gostaria que me explicassem.
É que nunca vi € errados. A não ser que seja num troco mal dado.