28 março 2009

Penalty polémico

Mais uma polémica no futebol português.
Esta semana, num jogo entre Portugal e Cabo Verde, o jogador Pereirinha ficou com a responsabilidade de marcar um penalty. Começou a correr em direcção à bola e, em vez de rematar à baliza, fez um passe para o lado para que outro jogador português recepcionasse e devolvesse a ele. Futebolisticamente este lance é conhecido por Penalty à Cruyff. Acontece que um jogador cabo-verdeano foi perspicaz e cortou a jogada.
Moral da história: perdeu-se uma boa oportunidade de se marcar um golo e o Pereirinha ficou mal visto. Ok. Tudo bem. Foi uma opção dele que não surtiu efeito. Paciência.
Mas o que me está a irritar é este portuguesismo de ridicularizar um penalty!
O seleccionador castigou o jogador, suspendendo-o do torneio em que participava a selecção sub-21, os jornais desportivos falaram jocosamente sobre o caso e, no Youtube, já é considerado “o pior penalty do Mundo”!


Porquê enxovalhar um jogador que ainda tem muito que aprender e que é bastante jovem? Cruxifiquem-no! Assim ficavam descansados. Que eu saiba, é com os erros que também se aprende.
Esta (fútil) polémica fez-me lembrar um penalty que o Postiga marcou no jogo mais electrizante e emocionante que já assisti na minha vida: Portugal – Inglaterra, no Euro 2004.
Com a maior calma deste Mundo e com uma frieza infinita, o Postiga resolveu marcar um Penalty à Panenka: o jogador corre para a bola e faz um remate, como fosse amortecer a bola, fazendo-a passar por cima do guarda-redes.
Este lance correu bem, foi golo e no fim, conseguimos o apuramento para as meias-finais. Toda a gente gostou deste lance e disseram que foi muito bem marcado. Eu não acho. Foi demasiado arriscado. Se tivesse falhado, neste momento o Postiga estaria no desemprego.


Portanto, esqueçam lá a porcaria do penalty e deixem o xavalo em paz, senão nem no Sporting o rapaz acaba a época com tranquilidade.

19 março 2009

Órina

Fui fazer as habituais análises ao sangue.
A médica de família obriga, o Luisinho obecede. Também é uma vez por ano, logo não me faz mossa.
Até porque não tenho quaisquer problemas em ser picado. A senhora até pediu para eu olhar para o lado enquanto me gamava alguma dose de glóbulos vermelhos e falou comigo para me descontrair, mas eu disse logo a ela que ia olhar porque nunca me fez impressão ver o sangue a sair das veias e nunca tive medo de agulhas.
Só uma vez é que fiz uma birra descomunal para tirar sangue. Tinha 7 anos e foram precisas 4 pessoas para me imobilizarem o braço.
A médica lá me despachou dizendo que eu não tenho boas veias para tirar sangue, mas sim um grande canal, por serem tão grossas! Óptimo, assim não corro o risco de o sangue coagular no meu corpo. Espero.
Mas houve uma coisa que me intrigou. Quando vamos fazer este tipo de análises, temos de levar sempre um xixizinho numa garrafa. Como nunca tenho garrafas, a minha mãe lá tratou de me arranjar um tubo próprio para este tipo de situações. Levei para o posto médico e deixei com a senhora a urina. Mas todo o pessoal que lá estava, utentes, médicos e enfermeiros diziam:

- Trouxe a sua órina?
- Ó menina, tenho de trazer a órina ainda em jejum, não é?
- Queria um frasquinho para fazer a órina, sff.

Pus-me a pensar. Devem dizer “órina” por três motivos:
a) é a nova maneira de se pronunciar a palavra “urina” em Medicina;
b) deve ser uma das 5.000.000 palavras, que eu não vou decorar, rectificadas pelo Novo Acordo Ortográfico;
c) ou então está tudo parvo.

As palavras que esta malta inventa.

05 março 2009

Moedas...muitas moedas

Todas as semanas, eu preencho um boletim do Euromilhões e outro do Totoloto, numa sociedade com três meninas mal comportadas, no meu trabalho.
Sim, mal comportadas. E porquê?
Porque fiquei incumbido do papel de tesoureiro e conferência dos respectivos talões, a cada sorteio semanal. Se a conferência até nem é nada de especial de ser feita, o mesmo não posso dizer da função do Caixa.
Então não é que estas “desgraçadas” guardam todos os trocos que vão amealhando ao longo da semana e, volta e meia, lá recebo o cascalho todo?
Esta semana foi batido um verdadeiro record.
Cada uma das três madames tinham de me dar 2,81 € e, para se livrarem das moedas, lá “massacraram-me” com estas pedras preciosas. Incrível!
Escusado será de dizer que a minha pobre carteira é que sofreu com tamanha quantidade de pilim. Já pedi que me pagassem em cheque ou que me dessem uma carteira nova no meu aniversário, mas elas disseram logo: “NEM PENSAR, TEMOS PENA!”
Nem argumentei mais. Um gajo contra três mulheres não tem hipótese.
Mas não esperem pela demora. Como na sexta-feira o prémio vai sair a nós os quatro, bem podem encomendar várias toneladas de alguidares. Cada uma vai receber os seus 25.000.000 € em singelas moedinhas de 0,01€ - um cêntimo!
Eu depois telefono-vos…do Brasil!!!!














A prova do crime.