24 setembro 2008

Madonna: Sticky & Sweet

O concerto da Madonna STICKY & SWEET foi na semana passada, mas só agora tenho oportunidade de escrever sobre o show. Foi muito bom.
Fui para o espectáculo sem conhecer as músicas do novo álbum, mas gostei da maioria das canções que ouvi. Das antigas, com novas sonoridades, ficaram musicalmente muito boas. De realçar os excelentes vídeos que passaram no ecrã durante todo o concerto. Magníficos. Achei o público um pouco “morto”, mas isso deveu-se a várias razões: estava um pouco de frio; o som estava demasiado alto, quase estridente; o palco estava demasiado baixo e penso que não havia condições suficientes, pelo menos de visibilidade para todos, para um concerto desta envergadura.
Foi estranho e, simultaneamente, interessante ver passar cerca de uma dezena de aviões por cima do Parque da Bela Vista, enquanto decorria o show.
Quanto às músicas, gostei das que abriram o concerto, Candy Shop e Beat Goes On. Ainda do novo álbum, gostei de Heartbeat, Miles Away e She’s Not Me, esta última com Madonna a descaracterizar, em palco, quatro bailarinas que se faziam passar por suas sósias. Irónico, logo ela que sempre imitou pessoas como Mae West, Marilyn Monroe ou Marlene Dietrich ao longo da carreira. Mea Culpa?
Das antigas, cantou duas músicas que continuo a não gostar, mas que desta vez surpreenderam-me pela positiva: Into The Groove - ela fartou-se de saltar à corda - e La Isla Bonita – com influências étnicas de música cigana tocada por artistas romenos. Gostei de Vogue – talvez a melhor música que ela tem para actuar ao vivo – Boderline e Hung Up, estas duas em versão rock!
Dispensáveis, pela forma como foram apresentadas, Human Nature (prestação fraca), Ray Of Light (pouco estimulante), e You Must Love Me (completamente “out” do alinhamento).
O ponto alto foi a actuação de Like A Prayer (eternamente, a minha música preferida), com o público a vibrar bastante. O concerto terminou em apoteose com a vibrante Give It 2 Me. Aliás esta música continuou a ser cantada pelo público enquanto já (des)esperávamos para apanhar o metro – uma hora à espera do transporte!
Madonna continua a ser uma verdadeira artista, está cada vez mais rockeira e deixou de dar grandes espectáculos para dar grandes concertos.

SHANTI ASHTANGI

14 setembro 2008

País Real

Portugal continua a viver tempos conturbados.
- crise financeira no país, onde os ordinários/chupistas dos gestores e empresários queixam-se, mas não mudam em nada o seu modo de vida;
- assaltos às bombas de gasolina, praticamente todos os dias;
- assaltos a bancos, praticamente todas as semanas;
- carjacking, praticamente todos os meses;
- homicídios, cada vez mais frequentes;
- tiroteios, principalmente em vários bairros da zona de Lisboa;
- manifestações dos camionistas, por causa dos combustíveis;
- governo cada vez mais surdo e anarquista, tal como os ordinários/chupistas daquela gentinha reles que enumerei no início.

CRIME: AUMENTA VERTIGINOSAMENTE!

Mas qual é o espanto? Da maneira como vivemos, vocês acham que este tipo de problemas nos passavam ao lado? Nãoooooooo. Pensavam que era só no Brasil, EUA ou nos filmes que poderíamos assistir a este tipo de desgraças? Pois, então meu amigos, benvindos ao PAÍS REAL.
Só tenho pena é das pessoas inocentes que sofrem com este mal. E fico triste por ver que, muitas vezes, morrem as pessoas erradas.

06 setembro 2008

Iva 20%

No passado dia 1 de Julho, o Iva baixou de 21% para 20%. E as carteiras dos portugueses iriam sentir menos a despesa. A sério? Eu não senti isso, pelo contrário.
Já foram publicitadas e noticiadas as célebres facturas do gás butano, onde o valor final era o mesmo, embora as taxas fosses diferentes.
Comigo passou-se uma situação semelhante, mas para pior.
Tenho na minha posse duas facturas de um produto farmacêutico que necessito de comprar de vez em quando.

15 Mai – valor 19,35 € - taxa 21% - Farmácia A
01 Ago – valor 20,30 € - taxa 20% - Farmácia B

Há coisas fantásticas, não há? Pois eu também acho. E se me disserem que cada farmácia pode praticar os seus próprios preços de venda, ainda vou achar mais inacreditável.
Será que também vou ter de começar a pesquisar qual a farmácia que pratica os preços mais acessíveis, como já se faz em relação aos produtos que compramos nos hipermercados?
Num país cada vez mais de 3º Mundo, a falta de valores são cada vez mais notórios. Lá tem o povo de continuar a trabalhar para sustentar os novos-ricos/parasitas/filhos da puta desta bela sociedade lusitana.