02 julho 2008

Prisioneiro

A minha casa tem-me dado situações inacreditáveis. Algumas engraçadas, outras dramáticas, mas continuo a gostar de lá morar.
Depois dos inúmeros problemas que tive com a instalação do gás natural, já resolvidos, e a infiltração que tenho na casa de banho há quase dois anos – já é o meu cartão de visita para qualquer pessoa – e que ainda não está arranjada, tenho agora outra peripécia para vos contar.
Neste momento, estou preso dentro da minha própria casa. Como? Passo a explicar.
A porta do meu prédio, igual àquelas que vemos nos centros comerciais, tem uma fechadura muito peculiar. Enfia-se a chave na ranhura, anda-se para cima e para baixo e rodamos para a direita no exacto momento em que tiramos a chave para fora. Confuso? Acredito que sim, mas é verdade. Lógico que muitas pessoas não conseguem abrir a porta. E o que fazem? Forçam a fechadura, arrancando o painel das campaínhas, o que obriga a que se toque constantemente para a porta dos vizinhos.
Eu também faço isso, mas como moro sozinho, a partir de uma certa hora, é complicado estar a tocar à porta de alguém. Então opto por ficar em casa à noite. Mas como tenho as minhas quotas em dia e não tenho de me sentir prisioneiro dentro da minha própria casa, ontem fui falar com um dos quatro administradores. Disse que se um dia chegar de madrugada e não conseguir abrir a porta, que toco à campainha dele para me abrir a porta. Ele, claro, disse que não havia problema.
À porta do prédio é que não durmo.
Vão substituir a fechadura por códigos. Espero não me esquecer depois da “password”.
Adoro o meu prédio…sempre a pregar partidas.

1 comentário:

  1. Se faltar a luz... não entras na mesma...não faz mal podes sempre tocar para o administrador... eheheh

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