20 junho 2008

Vítor Baía

Vítor Baía.
Ainda se lembram dele? Aquele guarda-redes do FCP que raramente defendia grandes penalidades e, cada vez que sofria um golo, olhava para o fiscal de linha e levantava o braço, na esperança de que fosse marcado um fora de jogo ou falta?
Pois, este campeão fora de série volta a ter mais uma oportunidade de ouro na sua carreira. Com a saída de Luiz Felipe Scolari da selecção pode ser que ele volte a ser convocado.
O quê? Ele já não joga mais? Acabou a carreira como jogador de futebol?
Ohhhhhh…que pena. É preciso ter azar.

12 junho 2008

Anarquia em Portugal

Em 1991, numa aula de Economia, a minha professora disse para a turma inteira:

“Portugal é, a partir desta semana, um país desenvolvido. Deixámos de pertencer aos países considerados de Terceiro Mundo.”

Os meus colegas ficaram todos contentes. Eu nem por isso. É que na minha inocência/ignorância, eu não senti a diferença do estatuto. Ok, a CEE enviou bastante dinheiro como fundos comunitários para o desenvolvimento do país, a qualidade de vida melhorou, mas mesmo assim havia qualquer coisa que eu achava estranho. Qualquer coisa que não batia certo. Até porque muitos gestores aproveitaram esses fundos para “investirem” para o bolso deles. Pois é. 17 anos depois vê-se como está o país.
Um dia depois de se “comemorar” o dia de Portugal, o nosso país vive a maior crise política, judicial, económica e social de que há memória nestes 34 anos de democracia.
Por causa da escalada impiedosa dos preços dos combustíveis, assistiu-se ontem, dia 11 de Junho, um retrato fiel do nosso país:
- falta de combustíveis nos postos de abastecimento, prejudicando todos os sectores da economia;
- milícias e apedrejamento contra os camionistas que não aderiram à greve;
- mortes (!!!!) por atropelamento, na tentativa de barrar os camiões;
- prateleiras vazias nos hipermercados, principalmente na falta de produtos de primeira necessidade.
Incrível! Incrível!
- existem cada vez mais roubos e assaltos, as pessoas sentem-se inseguras;
- manifestações de descontentamento na educação, saúde, Função Pública;
- ameaças aos contribuintes com coimas e multas por parte da Administração Fiscal.
- fecho de várias urgências e maternidades só porque sim;
- alterações ao código de trabalho para beneficiar os parasitas da sociedade.
Incrível! Incrível!
E o governo? Não faz nada. O Primeiro-Ministro não dá a cara e nem apresenta soluções válidas e coerentes, o país encontra-se na reserva em muitos recursos considerados essenciais há vários dias. Caos total.
De facto, quando existe abuso de poder, o povo é quem mais sofre. E as represálias são enormes, principalmente de pessoas sem escrúpulos e com mau carácter.
Portugal vive numa anarquia alarmante, onde a taxa de desemprego não pára de aumentar; as pessoas vivem cada vez mais no limiar da pobreza; os ricos e os novos-ricos criam empresas para viverem mais as famílias à custa de tudo e de todos; os bens essenciais estão cada vez mais caros e as pessoas estão a deixar de os comprar; na Europa, quase todos os países de Leste já nos ultrapassaram em termos de riqueza/qualidade de vida; etc, etc, etc, etc.
Estamos em crise? Não meus amigos. O que acontece é que durante todos estes anos, Portugal esteve vestido com um belo casaco de peles para cobrir a miséria do corpo que tem. E agora estão quase todos a pagar a factura.
Eu não gostava de assistir a um novo 25 de Abril, mas se for para denunciar e limpar a merda que existe na cabeça de muito boa gente que todos nós conhecemos, pois façam o favor de avançar.
Como eu digo muitas vezes e está provado na História da Humanidade ao longo dos séculos…
"Nenhuma ditadura é eterna, todas acabam por cair"

01 junho 2008

Rock In Rio (30/Mai/08)

Pela segunda vez, eu fui ao Rock In Rio, mas não devo lá voltar tão cedo. Dependerá, e muito, dos artistas.
Itinerário de uma noite de desilusão:
- saio de casa e deparo-me com uma fila enorme até chegar ao sr. Roubado de carro.
- fila gigantesca, depois da saída do túnel do Grilo, por causa de um acidente.
- mar de gente para carregar o cartão na estação do metro ORIENTE.
- entrada no Parque Bela Vista: os seguranças “revistam a pente fino” as nossas mochilas. Se soubesse, tinha levado a minha máquina fotográfica.
- Paulo Gonzo: cantou às 19h. Como entrei no parque às 20h não vi a actuação. Que chatice. Fiquei tão “triste”…
- Ivete Sangalo: é a segunda vez que vejo um concerto dela. Cantou as mesmas músicas do costume, disse as mesmas frases lamechas sobre Portugal. Mas foi divertido e acabou por ser a melhor actuação da noite! Nota: é azar meu e coincidência ou apanho sempre esta gaja nos dias que escolho para ir ao Rock In Rio?
- Amy Winehouse: não conhecia o reportório desta snifadora inglesa, exceptuando as canções que tocam na rádio. Chegou meia hora atrasada ao palco e não se percebia nada do que cantava, de tão bêbeda que estava. Tropeçou nos fios do microfone e ia batendo com os cornos no chão. Prestação medíocre. Não deixa saudades.
- Lenny Kravitz: vi este grande músico em Junho de 2002, no Restelo. Se naquela altura, o concerto ficou aquém das expectativas, anteontem foi uma merda. Tocou alguns (poucos) clássicos na parte final do concerto, mas abusou nos solos de guitarra em duas ocasiões, com as canções a durarem mais de dez minutos!
Eram quase duas da manhã quando acabou o sofrimento. Estava com frio e cansado por ter estado tantas horas em pé. O que valeu foi a galhofa e as bacoradas que eu, as minhas irmãs e a Mena dissemos enquanto lá estivemos.
Classificação: ganda banhada. E não choveu!