25 dezembro 2007

Prendas de Natal

E pronto, acabou mais um Natal.
Deste já nos safámos. Das mensagens standarizadas e iguais às do ano passado, das pancadinhas nas costas e desejos de boas festas de pessoas que se “lembraram” de nós nesta altura do ano, etc., etc.
A hipocrisia no seu esplendor.
Até na entrega das prendas, sejamos justos e sinceros. Muitas vezes não sabemos o que oferecer e compramos a primeira coisa que está no expositor do hipermercado, mas barato. Isto anda mal, mas só para os trabalhadores por contra de outrem. E mesmo assim, conheço boa gente que vive bem à custa dos outros, os cabrões.
Uma revista fez um inquérito aos portugueses sobre o que iriam oferecer neste Natal. As respostas foram:

- Roupa: 33,9%
- Brinquedos: 24,2%
- Perfumes: 12,5%
- Livros: 10,6%
- Não sabe: 34,9%

Ora cá está uma prenda muito boa: NÃO SABE. Coitadas das pessoas que pertencerem a este item. Estou mesmo a imaginar. Devem pular de alegria. Eu bem sei o que isso é. Como tenho a fama(!!!!!) de ser esquisito e de não gostar de nada, as pessoas têm sempre dificuldade de me comprar o que quer que seja. A desculpa do costume. E ainda dizem que me conhecem muito bem…Imaginem se não me conhecessem.

PS: Pai, as melhoras e não me pregue mais sustos, principalmente na altura do Natal. Também quero chegar aos 59 anos, pelo menos.

17 dezembro 2007

O crime compensa

13:00 – saio do trabalho para ir almoçar.
13:02 – chego ao meu carro que se encontra bloqueado/trancado/tapado (howerever) por outro carro.
13:03 – apito para que venham tirar o carro.
13:04 – apito para que venham tirar a porcaria do carro.
13:05 – continuo a apitar para que venham tirar a porra do carro.
13:06 – apito, mais uma vez, para que venham tirar a merda do carro.
13:09 – apito, já chateado, para que venham tirar o cabrão do carro.
13:11 – apito, muito zangado, para que venham tirar o caralho do carro.
13:12 – ligo para a PSP de Odivelas…fazem-me um questionário sobre a situação. Pergunto se querem a matrícula da viatura que está a bloquear-me. Dizem que não é preciso, que vão mandar um carro-patrulha.
13:13 – desisto de apitar.
13:15 – estou a ficar congelado, de tanto frio que se faz sentir.
13:20 – o dono do carro, nada. O carro da polícia, idem. Miragem.
13:25 – continuo à espera que alguém apareça.
13:30 – aparece o dono do carro, a palitar os dentes e muito descansado.
13:31 – Pede-me muitas desculpas, mas quando disse que já tinha chamado a polícia, foi-se logo embora.

CONCLUSÃO
O crime compensa em Portugal. Qualquer filho da puta que estacione “à cabrão”, ou seja, põe-se em segunda fila ou bloqueia a saída de viaturas, sai vitorioso nestas situações. Nunca lhes acontece nada. Chamar a polícia, também não vale a pena. Nunca aparecem, aliás nunca estão quando é preciso. Ainda esta instituição reclama por melhores condições de trabalho e salários mais altos. Para quê? Nem saem da esquadra para resolver assuntos.
E se eu tivesse furado um pneu
da viatura? Será que aparecia alguém mais cedo ou pagava alguma multa?
Pois. É a merda de país que temos. Viva os filhos da puta!!!!!

15 dezembro 2007

Há dias assim

Sócio, como teu amigo, quero te dizer que há dias complicados.
Eu sei que foi espectacular, na passada quinta-feira, teres comprado o livro autobiográfico dos Monty Python e ser autografado pelos senhores Terry Jones e Nuno Markl. Eu sou testemunha disso.
Mas nunca te esqueças de quatro coisas que aprendemos nesse dia:

1. Quando uma rua tem um sinal de sentido proibido, deve ser para obrigar os automobilistas a não seguirem por essa estrada…mesmo que não vejam o dito cujo.
2. Um risco contínuo, se bem que, neste caso, o risco estava “bêbado”, não deve ser pisado…mesmo que esteja um caminhão(!!!) do lixo a bloquear a via.
3. Uma rotunda, sempre elas, é para se andar à roda no sentido inverso dos ponteiros do relógio…mesmo que não exista nenhum carro a uma distância de 1 Km.
4. Nunca se deve comprar bilhete de ida/volta (2 zonas) no metro, em dias de borla…mesmo que alguns senhores decidam assinar o Tratado de Lisboa.

Ainda bem que recebemos um panfleto com estas recomendações. Pior foi para aqueles miúdos, que foram apanhar o metro na linha errada, no sentido para Odivelas…

09 dezembro 2007

Miúdas vaidosas

Na última sexta-feira, reparei que as minhas colegas do trabalho andam muito vaidosas.
Elas são reparações no telhado, com madeixas, esticanços de cabelos, permanentes, blá blá blá, etc, pardais ao ninho. Noutras ocasiões, metem cremezinho nas mãos, para poderem deslizar melhor nas folhas sujas e nojentas que algumas pessoas fazem o favor de nos enviar em caixas de sapatos, sacos do hipermercado, bolsas de plástico ou sacos do lixo. Quanto aos sacos do lixo, não me posso queixar, cada um manda a merda que tem.
A mais recente novidade são as unhas pintadas, para terem a desculpa de não mexerem nos documentos até ao Natal. Ehehehehe.
Vá lá meninas, toca mas é a trabalhar, senão começo a fazer uma coisa que é raro acontecer…REFILAR!!!! Cuidado com os meus acidentes diplomáticos que são beras.
Como prova, reparem na foto onde estou com as minhas miúdas…A Kixa de Mola e a Cenourinha Completely estão sentadas, pois estão cansadíssimas, depois de tentarem arranjar uma maneira de mexerem nos papéis sem tirar a tinta das unhacas. O Trombinhas Men e a Pop Propedêutica, coitadinhos, ficaram de pé sem se puderem manifestar.
O que vale é que nós os quatro fartamo-nos de rir, é que temos números de circo a qualquer altura do ano, à nossa escolha. Isto tudo com a conivência da pessoa que tirou esta foto, a Exma. Sra. Dra. Prof. Virgínia da Parede, que tem o sonho de cortar os pulsos com o seu sobrinho (eu).

02 dezembro 2007

STOP

Todas as santas terrinhas de Portugal têm as suas particularidades.
A freguesia onde nasceram os meus pais não foge à regra. Existe uma povoação chamada Chão Cabeiro, com as suas duas belas casitas onde não mora ninguém durante 11 meses. Tem um pavimento cheio de buracos, pedras e areias (caminho de cabras) onde só passa um carro num dos sentidos, tal é a largura da estrada. Os acessos/saídas são de arrasar. Se a Este a subida/descida é íngreme (tipo montanha russa), a Oeste o nível de perigo é, como eu hei-de dizer…”alarmante”.
Isto porque se alguém quiser entrar na estrada principal, onde passa um carro de 20 em 20 minutos, depara com não um, mas dois STOP’s!...Separados por uns 10 metros, no máximo!!!
Cada vez que eu passo lá farto-me de rir e claro, cumpro religiosamente as regras de trânsito. Aproximo-me do primeiro STOP e páro durante uns breves segundos, para depois chegar junto do segundo STOP em segurança.
Mais vale prevenir que remediar.