12 novembro 2007

Cortar o cabelo


De dois em dois meses, eu tenho um servicinho que é cortar o cabelo ao meu irmão. Não gosto, detesto, odeio. Ponto final. Mas como é para o chavalo, que remédio tenho eu senão fazer esse sacrifício.
Ele começa a sondar-me 15 dias antes do acontecimento, do tipo:

- “Tens alguma coisa para fazer sábado de manhã?”
- “Tenho! Neste sábado, domingo e no próximo fim-de-semana também.” – digo eu.

Ou

- “Precisava de um favor teu, já sabes…”
- “Não, não tenho tempo, não corto!” – respondo.

Vocês ainda devem pensar que o meu irmão quer alguma permanente, madeixas, cabelinho à foda-se ou cortado à tigela. Não. É, simplesmente, rapar o cabelo com a máquina – pente 2.
“Ah, então é fácil, lá estás tu com o teu mau feitio”, pensam vocês.
Aí é que vocês se enganam. O gajo está sempre a reclamar: ficou mal cortado à primeira aqui, ali, acolá; atrás não está bem rapado; em cima tem altos; cuidado com a tesoura nas patilhas…um stress. Às vezes dá-me vontade de o cortar a pente ZERO, e olhem que já faltou mais. Portanto Pedro, põe-te a jeito…com esses óculos e sem cabelo ainda serás o Gandhi português.
E o pior de tudo é que não sou pago pelo serviço.


EXPLORADOR!!!

2 comentários:

  1. Querido Primo! Venho por este meio informar-te que já passei o mesmo com o meu marido. Como fiquei farta das reclamações, jurei que não voltaria a cortar-lhe o cabelo. Conclusão: Ele agora é o próprio a cortá-lo, só que a pente ZERO. Para grandes males... jokinhas

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  2. A Pipa precisava de cortar o cabelinho... mas não stresses: VOU Á CABELEIREIRA COM ELA!!!!!
    Bjocas grandes

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