29 outubro 2007

Horário de Inverno

Ontem, de madrugada, os relógios foram atrasados uma hora, quando os ponteiros indicavam duas da manhã. Escusado será de dizer que não fiquei à espera desta hora para mudar todos os relógios que possuo. Eu estava acordado àquela hora, mas eu mudei as “cebolas” quando eram onze e meia da noite. E que grande seca que foi para mudar os relógios de pulso, do vídeo, da sala, do telemóvel, da Hi-Fi, do carro, da televisão…
Mas a melhor parte é ouvir aquela frase espectacular “Os relógios vão ser atrasados uma hora? Que bom, vou passar a dormir MAIS uma hora!”
Meus amigos, a hora mudou, mas nós não vamos dormir mais uma hora nos próximos seis meses! Quanto muito, podemos ficar na ronha mais uma hora no domingo de manhã, mas se o pessoal tiver habituado a dormir um determinado número de horas fixas por noite, nem esses 60 minutos extras poderão ser considerados.
Parece aquela expressão LINDA que de vez em quando também oiço: “Hoje o Sol está quente!”. O Sol é e sempre será quente. Nunca o vi a tremer de frio!
Mas esta mudança de horário também tem o seu inconveniente: se “passei” a dormir mais uma hora, também é verdade que hoje eu vim para o trabalho uma hora mais cedo.
O que não é mau. Assim dou, antecipadamente, a carta à minha Tia Virgínia (private joke).

22 outubro 2007

Constipação

Em 2008, o ano terá apenas 351 dias, pelo menos para mim.
Ou seja, quinze dias irão desaparecer do meu calendário, entre 01 e 15 de Outubro. Tudo porque nesta altura do ano, faça calor ou frio, esteja a chover ou a fazer sol, eu fico sempre constipado. Sempre! Always! É sempre a mesma coisa todos os anos!!!
Eu até poderia ficar constipado ou com gripe no Inverno, o que seria natural, ou até mesmo no Verão, por causa de uma corrente de ar. Mas não, é sempre neste período que me acontece esta malfeita.
Normalmente, o meu amigo e sócio Felício (oi, estás vivo? dá notícias!) goza comigo porque cada vez que eu vou à Ericeira, em qualquer altura do ano, fico sempre engripado. Por isso já não vou aquela terrinha há sete anos. Agora ele vai ter outro motivo para me dar na cabeça.
Portanto, já sabem, nos próximos anos esqueçam que eu existo na primeira quinzena de Outubro, ou se preferirem, comprem-me uns medicamentos para a cura, como prenda de Natal antecipada. Sim, porque agora até ficar totalmente recuperado vou precisar de mais quinze a vinte dias….A…..A…A….ATCHIMMMMMMMMMMMMMMMM!!!!

15 outubro 2007

Aplausos

Ver programas de televisão que tenham público em estúdio é das coisas mais irritantes que pode haver. Aquela gente bate palmas por tudo e por nada. Muitas das vezes sem necessidade para tal.
O programa começa. Aplausos. Entra o apresentador. Aplausos. Ele diz “Boa tarde, etc. e tal”. Aplausos. “Está tudo bem com vocês?”. Aplausos. Entra um convidado. Aplausos. “Gosto muito do teu programa”. Aplausos. Uma canseira. Devem ficar com as mãos bem quentinhas.
E quando são programas de stand up comedy? Um suplício. Às vezes, o pretenso comediante ainda não acabou a piada e já está o público todo a bater palmas. Querem uma solução? Façam como eu, gravem no vídeo e vejam depois.
No outro dia, não pude ver um desses programas de stand up comedy à hora marcada e resolvi gravar. Quando fui ver, cada vez que o publicuzinho batia palmas, eu carregava num botão milagroso chamado FORWARD e passava à piada seguinte. Resultado: o programa tinha uma hora e meia de duração, com intervalos incluídos, e eu despachei aquilo em 35, 40 minutos.
Mas não pensem que a culpa é do pessoal que assiste aos programas, a troco de vinte e cinco euros tributados a recibos verdes. Não. É do assistente de realização. Ele é quem manda!
Eu também já passei por esta experiência. Quando eu tinha 18 anos (no ano passado…), a minha turma do 12º Ano foi assistir a um programa inanarrável de música pimba chamado Festa da Música (conseguiram ler? Estou envergonhado…), apresentado pelo Júlio César. Passámos toda a tarde a bater palmas.
Isto porque, numa tarde, foram feitos três programas de uma só vez. E com direito a repetirem as músicas e as entrevistas, quando estas não ficavam bem!!! Foi a tortura total.
O que vale é que o meu colega Vasco conseguiu partir uma cadeira enquanto se sentava.
Gostaram deste texto? Então batam palmas, por favor.

08 outubro 2007

Rally

E não percas, no próximo fim-de-semana, o Rally Especial 2007 que se vai realizar no concelho de Odivelas.
Para isso, basta convidares 2 ou 3 amigos para fazerem esta viagem alucinante contigo. E leva o carro do teu pai. Sim, não leves o teu, mas se preferires o teu bólide, o problema será da tua responsabilidade. Depois diz que não te avisei.
Objectivo: percorrer certas ruas do concelho de Odivelas desviando, o mais possível que conseguires, das tampas dos esgotos que ficam mesmo na via por onde tu passas. E ficar com os pneus intactos. Sem furos. Without fures. Rien de furrôs.
As ruas que devem ser visitadas são:
1) Rua do Centro Comercial Kaué: ao entrares nesta rua, estão lá duas tampas com a distância de um metro e em sentido oblíquo (yes!!!) e logo, logo a seguir, o brinde perfeito. Uma tampa com cerca de 30cm acima do nível do pavimento, óptima para rasgares o pneu.
2) Rua do Jardim da Póvoa de Santo Adrião: logo a seguir ao jardim, no sentido para Loures, existem paletes de tampas que para desviares delas, tens obrigatoriamente de ir para a faixa contrária.
3) Rua da Escola Secundária Pedro Alexandrino (saudades!!!): para quem se dirige para o mercado, há buracos com um tamanho considerável e umas tampitas generosas que te obrigam a atropelar os peões que andam tranquilamente (!!!) no passeio.
4) Rua da Pastelaria Presidente: dos semáforos até à entrada de Odivelas, vais ver o que é um carro a trepidar de contente! Se os pneus do carro tiverem a mesma pressão depois desta passagem, perdes!
Se puderes treinar para este Rally, experimenta a subida da Calçada de Carriche. É serviço completo, embora já tivesse em pior estado.
O prémio desta aventura é uma passagem pela oficina mais próxima e desembolsar uns quantos €€€€€ no arranjo do carro…do teu pai!!!
Patrocínios da prova: os engenheiros que fazem estas obras-primas (in)acabadas e (im)perfeitas.
Lucro: os mecânicos que já devem estar a esfregar as mãos de contentes.

01 outubro 2007

Meta a mão

Olá pessoal.
Então, tiveram saudades minhas? Eu também tive saudades minhas.
As férias acabaram, mas não me importava de continuar este “trabalho” por muito mais tempo e algumas pessoas sabem bem porquê. Adiante.
Antes de ir de férias fui com o carro à oficina, para mudar o óleo, e acabei por gastar mais uns quantos € porque foram postas pastilhas (super gorila) novas.
Mas o impensável aconteceu: durante estas três semanas de lazer, o carro não parava de chiar cada vez que ia passear. O barulho era tanto que o som do carro abafava o som dos cds que eu estava a ouvir. Um fartote. Liguei para o mecânico e dei-lhe o diagnóstico do carro.

Mecânico: Devem ser das pastilhas.
Eu: Pois, se calhar deve. (Até aí eu já tinha concluído. Dahhh.)
Mecânico: Quando vai a conduzir, o carro faz Chiiiiiiiiiii…Chiiiiiiii…? (O homem a fazer sons é um mimo.)
Eu: Sim, o carro chia.
Mecânico: Então faça uma coisa. Nas viagens maiores, meça a temperatura dos pneus da frente. Se um tiver mais quente que o outro, pode ter alguma coisa a ver com as pastilhas.
Eu: E como eu vejo a temperatura dos pneus? (pergunta parva, mas inocente).
Mecânico: Meta a mão nos pneus. (diz-me isto com o tom de voz mais natural do mundo).
Eu:…………(Speachless)
Mecânico: Ah, mas tenha cuidado para não se queimar!!! É que os pneus estão quentes. (A sério???!!!)

Fiquei hipnotizado e com cara de parvo quando o homem me disse aquilo. METER A MÃO? As bolas suspensas do padre Inácio é que vou ver a temperatura. Que meça ele com as manápulas dele, se já está habituado.

O que um gajo tem de ouvir.