31 agosto 2007

Diana

Faz hoje 10 eternos e longuíssimos anos que morreu a Diana Spencer, a ex-mulher do ex-futuro rei de Inglaterra, um orelhas que teve a coragem e a ousadia de a trocar por uma velha amante com cara de cavalo (dassssseee!).
Eu não desgostava da “princesa do povo”, mas ela não teve muita sorte na vida e, como qualquer mito moderno, quinou.
Mas desde 1997 que não se ouve, vê ou lê, outra coisa que não sejam especulações acerca da vida que ela tinha (ou a deixavam ter) e até mesmo da forma como morreu.
É que já não há paciência.
Todos os anos são dadas várias opiniões sobre a sua vida; são feitos artigos jornalísticos e diversos documentários; livros escritos por pessoas que privaram com ela; são relembradas as suas gaffes; as relações que tinha com a família real; é revista a listagem dos seus 3.500 amantes; é recordada a sua infância. Até o acidente da morte dela já foi reconstituído um sem número de vezes. Só falta o filme.
Eu estive a pensar e tive uma ideia. Por é que não vão ao túmulo dela e não lhe perguntam directamente as dúvidas que ainda existem? Ela era tão boazinha que de certeza não deixava ninguém sem resposta. Acabavam-se (ou não) com os boatos e o pessoal poderia dedicar-se a outro acontecimento.
Olhem, estou-me a lembrar da Madre Teresa de Calcutá que faleceu uma semana depois da Diana. Pouco se ouve falar desta senhora, principalmente sobre o trabalho meritório que fez junto de muitas pessoas.

29 agosto 2007

Novo Benfica

Apesar de o clube do meu coração ser a eterna Académica de Coimbra (Briosa 4ever), sou benfiquista e, obviamente, habituado a sofrer nas pré-épocas e durante as épocas.
Se no ano passado, a gestão do clube passava pelas 3.000 contratações fictícias, pois ninguém era oficialmente apresentado, este ano, com a venda suicida do Simão Sabrosa e do Manuel Fernandes, lá se conseguiu comprar alguns bons (?) jogadores.
Todos são muito bons e vêm sempre cheios de ganas para vingar no clube, mas depois é o que se vê. Exemplo disso é o jogo dificílimo que vão ter hoje com o colosso FC Copenhaga, na Dinamarca, onde não convém perder.
Mas com a saída de Fernando Santos o Benfica vai ficar mais entrosado, coeso. Cardozo, Bergessio, Di Maria, Andrés Diaz, Maximiliano e Rodriguez são os novos reforços vindos da América do Sul e como, coitadinhos, não falam o nosso idioma, toca de contratar um técnico espanhol – Camacho, não desgosto- para eles perceberem as tácticas. Quanto aos jogadores portugueses…que se desenmerdem, se não perceberem espanhol, “azar” o deles! O povo português não é conhecido pelo seu jeito de desenrascanço?
Agora é que o Benfica vai dar alegrias aos adeptos, e começa já hoje. (Espero).
Mas o que eu gostava mesmo, mesmo era que o Nuno Gomes fizesse hoje o jogo da vida dele. Parece que vão estar três clubes ingleses no estádio para o ver…

27 agosto 2007

Sexo nipónico

Numa pesquisa feita pela BBC Brasil em Abril deste ano, os japoneses são o povo que menos sexo fazem por semana e são também os que ficam menos satisfeitos com as respectivas performances. Óbvio, só comem peixe cru, do que estavam à espera? Faltam-lhes depois o power.
Têm os olhos em bico, ou seja, vêem de lado e deve ser uma enorme trabalheira tentarem acertar no “alvo”. Como são muito pequenos e franzinos, devem estar sempre à espera de um sismo para puderem mexer as ancas.
Se o sismo for de grande intensidade, podem dizer, com satisfação, que fizeram o “The Big One”. Mas se for um sismo de curta duração, o máximo que conseguem é uma “micro rapidinha”.
Mas há uma coisa que me intriga neste tipo de inquéritos. Os portugueses nunca são avaliados. Das duas uma, ou os outros países acham que somos muito bons na cama e já nem perguntam, por pensarem que passamos todo o tempo deitados (a fama deve-se aos nossos futebolistas), ou pensam que nós somos todos muito mentirosos.

20 agosto 2007

Cumprimentos

Cumprimentar alguém é um acto cada vez mais superficial e inócuo, sem qualquer tipo de sentimento. As pessoas têm cada vez menos vontade de dizer um simples “olá” e, quando o fazem, é só para mostrar que é bem educado. Eu, que detesto hipocrisias, incluo-me muitas vezes nesta lista. E podem-me chamar de antipático! Caguei.
Já repararam quando duas pessoas se cruzam dizem, ao mesmo tempo, “Olá, bom dia, tudo bem?” e ninguém responde??!! Ficamos sempre sem saber se a outra pessoa está mesmo bem ou não.
Entra-se num elevador, já com uma pessoa lá dentro, e diz-se “Boa tarde.”. A outra responde da mesma maneira e reza-se para que o elevador desça o mais rápido possível, até ao rés-do-chão. Até lá, ninguém diz mais nada. Eu moro num quinto andar e sei do que falo.
Também há casos em que dizemos “Bom dia/tarde/noite” e as pessoas, pura e simplesmente, não respondem. Podemos pensar que é malcriado(a). Eu, neste caso, dou sempre o benefício da dúvida. Penso logo, se não responde é porque é estrangeiro. Com a quantidade de emigrantes que existem no nosso país, o mais certo é ninguém perceber o nosso idioma.
Eu, que até já passei por inglês no Palácio da Pena, em Sintra, também posso fazer o mesmo, de vez em quando.

- Ora, então, boa tarde!
- What?
- Good Afternoon.
- Olhe, viesse mais cedo!

13 agosto 2007

Segurança Social

A função pública está cada vez mais incompetente. E em período de férias nota-se ainda mais. A situação que eu vou contar tem a ver com a Segurança Social.
A pedido de um cliente, enviei um fax para esta instituição no dia 30 de Maio, a pedir uma simples declaração contributiva. O cliente reclamou na sexta, ainda não a tinha recebido.
Telefonei hoje de manhã para esta bela instituição e o telefonista disse-me que não podia passar para a extensão em causa porque os telefones estavam avariados há duas semanas. Se eu quisesse FALAR com esta secção, que enviasse um fax!!!
Ora se ainda não me responderam ao meu pedido de 30 Maio ao fim de quase dois meses e meio, quanto tempo demorarão a responder a outro?
O que é inacreditável é a Segurança Social impor prazos aos contribuintes na entrega e pagamento de tudo e mais alguma coisa e eles que têm, por lei, de enviar estas declarações no prazo de dez dias úteis, não ligam nenhuma ao povo português.
Tive de mandar o estafeta ao Saldanha para ver o que se passava com a declaração. E qual é o resultado? Ainda não estava feita!!!
Também já aconteceu estes funcionários públicos não passarem outras declarações, de outras empresas, pelos seguintes motivos:
- “A chefe não veio hoje trabalhar, passe cá amanhã.”
- “Fez o pedido por net? Nós não sabemos mexer nisso, continue a mandar por fax!”
É a Segurança Social no seu melhor.

08 agosto 2007

A prova do crime

Ora aqui está a prova do crime.
Para quem me chama de “ganda maluco”, nada melhor do que comprovar a vossa teoria, conforme a foto em anexo.
Eu sou doido por t-shirts, aliás se pudesse, tinha uma para cada dia do ano. Esta foi comprada numa loja do Colombo. Tem menos uma letra K, em relação ao endereço do meu blogue, mas a intenção é que conta.
A partir de agora, lá vou eu ter de ouvir as palavrinhas mágicas quando andar com esta t-shirt vestida na rua.
Sem querer, estou a fazer publicidade ao meu blogue.

06 agosto 2007

Descapotáveis

Crise é a palavra que mais se ouve e se escreve em Portugal.
Bem utilizada pelo português comum que vive à rasca; cinicamente utilizada pelos empresários que devem pensar que o português comum é otário; mal utilizada pelo nosso governo que deve pensar que os empresários vão na cantiga do bandido e que o português comum é um saco de pancada, nestas ocasiões.
Mas o que torna mais escandaloso são aquelas pessoas que dizem que a crise os afecta e depois têm um carrito descapotável. O português comum diz logo “ou ganhou o euromilhões, ou anda metido na droga, ou dá o corpo ao manifesto, ou ganha bem e trabalha pouco”.
Eu tenho a possível resposta. As pessoas que têm um carro descapotável vivem com muitas dificuldades...Não, calma, não me chamem nomes, deixem-me explicar! Aproveitem os ovos para as omoletes e os tomates para a salada. Eu não sirvo de alvo.
Estas pessoas compraram um carro “inteiro”, mas como depois não têm dinheiro para pagar as prestações das moradias, dos carros, do plasma, do MP3 e da playstation dos filhos, telemóveis de última geração, jantaradas e almoçaradas em restaurantes caríssimos, viagens a países paradisíacos, roupas de marca e mensalidades em Healths Clubes (ufa!)…o que fazem? Começam a vender o carro à peça, daí a grande quantidade de descapotáveis. Começam pelo tejadilho, depois vendem os vidros laterais, o pneu sobressalente, etc, etc.
Quando passar algum “pobrezinho” por vocês num carro descapotável, digam a essa gentinha que “amanhã será outro dia”.