30 julho 2007

7 Segundos

Estava a ver a programação da TV para domingo à noite quando reparei que, na TVI, ia ser exibido à meia-noite, um filme com o título “7 SEGUNDOS”.
Óptimo, pensei eu. Enquanto dava algum intervalo noutro canal, sempre se poderia dar uma saltada para ver este filme. Se só eram sete segundos, seria uma coisa rápida de se ver, não se perdia nada. Mas qual não foi o meu espanto quando notei na duração do filme…1h30m. O que eu deduzi? Publicidade enganosa.
Ainda duvidei se o filme não tinha mesmo os tais sete segundos e, com os eternos e longuíssimos intervalos da TVI, a película não chegasse mesmo à hora e meia de duração. Mas não, o título é só para confundir.
Este tipo de confusão fez-me lembrar, quando fui ao cinema com alguns amigos e amigas há uns anos atrás. Como o filme que queríamos ver estava esgotado, optámos por ver outro, como é óbvio.
Estávamos já com 20 minutos de exibição e uma amiga minha, a Sara, diz: “mas a apresentação deste filme é assim tão grande?!!”. Foi gargalhada geral, não é Hugo?
A pobre da rapariga tinha ido à casa de banho e ninguém lhe disse que trocámos de filme.

23 julho 2007

Contramão

Todas as semanas temos a notícia de que um idoso entrou numa auto-estrada ou via rápida em sentido contrário, ou seja, estava a guiar em contra-mão.
Entende-se como idoso, uma pessoa com idade a partir dos 65 anos. Por exemplo, eu no dia 13 de Maio de 2050 sou ainda considerado um jovem adulto ou um homem ainda novo e, no dia seguinte (14), já serei um velho, acabado, reformado e que apenas servirei para levar e trazer os meus netos à escola, ler o jornal e jogar às cartas e ao dominó nos bancos do jardim.
Mas voltando ao assunto, as pessoas andam alarmadas e assustadas porque vão elas no seu belo automóvel a 120 Km/h (ninguém ultrapassa este limite, verdade?) e deparam com uma bela surpresa pela frente…um velho maluco a andar de carro.
Mas eu tenho duas teorias para justificar esta condução dos “avôs cantigas” deste país:
1ª teoria: são pessoas que querem saber ou recordar como é a condução na via mais à esquerda, tal como se faz no Reino Unido ou Moçambique.
2ª teoria: são pessoas que depois de reformadas não têm muita coisa para fazer e querem subir os níveis de adrenalina, fazendo-se à estrada que nem uns malucos.
Portanto, nada de alarmismos. Deixem os tugas séniores acabarem a vida em beleza e com alegria. Não se esqueçam que nós quando nascemos, a primeira coisa que fazemos é chorar.

16 julho 2007

50 Km/h

Há cada vez mais acidentes em Portugal. E porquê? Porque os portugueses conduzem mal, ou melhor (ou pior…), conduzimos pessimamente, somos malcriados, prepotentes, enfim…temos um Ayrton Senna dentro de nós. Ups, este também já quinou, logo, mau exemplo.
As constantes mudanças no código da estrada não se reflectem na condução dos portugueses, a não ser na carteira com as multas que os bófias vão passando, já que é a única coisa que eles sabem fazer.
O governo põe como limite máximo 120 Km/h nas auto-estradas, o que é contraditório. Temos cada vez melhores estradas e vendem-se carros mais potentes, para depois andarmos a passo de caracol. Mal comparado, é como termos uma automotora a andar sobre uma linha da TGV.
Na cidade de Lisboa a tolerância é zero, só se pode andar até 50 km/h nalgumas zonas. Muita gente refila, mas eu concordo com a medida. Os automobilistas passam a andar tão devagar que já há tempo para ver melhor as belas paisagens da capital tais como: passear pela marginal e ver as praias, mamarrachos, bairros sociais, wc gigantes (Sporting!!!), grandes concentrações de cimento (Benfica!!!), cartazes publicitários com meninas em lingerie…
Muitas vezes as pessoas comentam “Não conheço nada do nosso país”. É fácil. Vão ao mapa, escolhem uma cidade, andam a 50 km/h, param e tiram fotos para mais tarde recordar.
Viva o limite a 50 Km/h. Ah, mas se passar algum Schumacher a mais de 120 Km/h será, com certeza absoluta sintética e analítica, um deputado que já vai atrasado para o dormitório, desculpem, para o Parlamento trabalhar.

11 julho 2007

Inauguração


É oficial. A partir de hoje, este blogue passa a ter qualquer coisa escrita. Este texto.
GANDA MALUCO foi inaugurado com pouca pompa e nenhuma circunstância e só havia um convidado na festa de apresentação: eu! A gráfica não imprimiu os convites a tempo, por isso é que vocês não apareceram. Sobraram tantos rissóis, croquetes, empadas, champanhe, sumos, cerveja. Um verdadeiro cocktail. Fica para a próxima.
Dedico o nome deste blogue a todas as pessoas que me chamam GANDA MALUCO, embora eu ache que é despropositado. É um elogio que não mereço, pois eu não sou nada maluco, NADA.
Digo é piadas parvas, com muito sarcasmo, dos acontecimentos do dia-a-dia. Sou mauzinho.
Ponham este endereço nos vossos favoritos e vejam de vez em quando. Em princípio, todas as segundas feiras há texto novo. E comentem, nem que seja para dizer mal.
Menção especial à Pop e à Kixa, por serem duas bacanas de quem eu gosto muito e que são as principais sacrificadas, ao aturarem-me todos os dias com as minhas palhaçadas. Só lhes dou descanso ao fim de semana.
O meu obrigado ao Bruno pela disponibilidade, paciência e ajuda na configuração do GANDA MALUCO.
Se quiserem enviar ideias, tópicos ou qualquer sugestão para eu desenvolver em texto, estejam à vontade. Os vossos créditos serão aqui divulgados.
Luís Filipe