25 dezembro 2007

Prendas de Natal

E pronto, acabou mais um Natal.
Deste já nos safámos. Das mensagens standarizadas e iguais às do ano passado, das pancadinhas nas costas e desejos de boas festas de pessoas que se “lembraram” de nós nesta altura do ano, etc., etc.
A hipocrisia no seu esplendor.
Até na entrega das prendas, sejamos justos e sinceros. Muitas vezes não sabemos o que oferecer e compramos a primeira coisa que está no expositor do hipermercado, mas barato. Isto anda mal, mas só para os trabalhadores por contra de outrem. E mesmo assim, conheço boa gente que vive bem à custa dos outros, os cabrões.
Uma revista fez um inquérito aos portugueses sobre o que iriam oferecer neste Natal. As respostas foram:

- Roupa: 33,9%
- Brinquedos: 24,2%
- Perfumes: 12,5%
- Livros: 10,6%
- Não sabe: 34,9%

Ora cá está uma prenda muito boa: NÃO SABE. Coitadas das pessoas que pertencerem a este item. Estou mesmo a imaginar. Devem pular de alegria. Eu bem sei o que isso é. Como tenho a fama(!!!!!) de ser esquisito e de não gostar de nada, as pessoas têm sempre dificuldade de me comprar o que quer que seja. A desculpa do costume. E ainda dizem que me conhecem muito bem…Imaginem se não me conhecessem.

PS: Pai, as melhoras e não me pregue mais sustos, principalmente na altura do Natal. Também quero chegar aos 59 anos, pelo menos.

17 dezembro 2007

O crime compensa

13:00 – saio do trabalho para ir almoçar.
13:02 – chego ao meu carro que se encontra bloqueado/trancado/tapado (howerever) por outro carro.
13:03 – apito para que venham tirar o carro.
13:04 – apito para que venham tirar a porcaria do carro.
13:05 – continuo a apitar para que venham tirar a porra do carro.
13:06 – apito, mais uma vez, para que venham tirar a merda do carro.
13:09 – apito, já chateado, para que venham tirar o cabrão do carro.
13:11 – apito, muito zangado, para que venham tirar o caralho do carro.
13:12 – ligo para a PSP de Odivelas…fazem-me um questionário sobre a situação. Pergunto se querem a matrícula da viatura que está a bloquear-me. Dizem que não é preciso, que vão mandar um carro-patrulha.
13:13 – desisto de apitar.
13:15 – estou a ficar congelado, de tanto frio que se faz sentir.
13:20 – o dono do carro, nada. O carro da polícia, idem. Miragem.
13:25 – continuo à espera que alguém apareça.
13:30 – aparece o dono do carro, a palitar os dentes e muito descansado.
13:31 – Pede-me muitas desculpas, mas quando disse que já tinha chamado a polícia, foi-se logo embora.

CONCLUSÃO
O crime compensa em Portugal. Qualquer filho da puta que estacione “à cabrão”, ou seja, põe-se em segunda fila ou bloqueia a saída de viaturas, sai vitorioso nestas situações. Nunca lhes acontece nada. Chamar a polícia, também não vale a pena. Nunca aparecem, aliás nunca estão quando é preciso. Ainda esta instituição reclama por melhores condições de trabalho e salários mais altos. Para quê? Nem saem da esquadra para resolver assuntos.
E se eu tivesse furado um pneu
da viatura? Será que aparecia alguém mais cedo ou pagava alguma multa?
Pois. É a merda de país que temos. Viva os filhos da puta!!!!!

15 dezembro 2007

Há dias assim

Sócio, como teu amigo, quero te dizer que há dias complicados.
Eu sei que foi espectacular, na passada quinta-feira, teres comprado o livro autobiográfico dos Monty Python e ser autografado pelos senhores Terry Jones e Nuno Markl. Eu sou testemunha disso.
Mas nunca te esqueças de quatro coisas que aprendemos nesse dia:

1. Quando uma rua tem um sinal de sentido proibido, deve ser para obrigar os automobilistas a não seguirem por essa estrada…mesmo que não vejam o dito cujo.
2. Um risco contínuo, se bem que, neste caso, o risco estava “bêbado”, não deve ser pisado…mesmo que esteja um caminhão(!!!) do lixo a bloquear a via.
3. Uma rotunda, sempre elas, é para se andar à roda no sentido inverso dos ponteiros do relógio…mesmo que não exista nenhum carro a uma distância de 1 Km.
4. Nunca se deve comprar bilhete de ida/volta (2 zonas) no metro, em dias de borla…mesmo que alguns senhores decidam assinar o Tratado de Lisboa.

Ainda bem que recebemos um panfleto com estas recomendações. Pior foi para aqueles miúdos, que foram apanhar o metro na linha errada, no sentido para Odivelas…

09 dezembro 2007

Miúdas vaidosas

Na última sexta-feira, reparei que as minhas colegas do trabalho andam muito vaidosas.
Elas são reparações no telhado, com madeixas, esticanços de cabelos, permanentes, blá blá blá, etc, pardais ao ninho. Noutras ocasiões, metem cremezinho nas mãos, para poderem deslizar melhor nas folhas sujas e nojentas que algumas pessoas fazem o favor de nos enviar em caixas de sapatos, sacos do hipermercado, bolsas de plástico ou sacos do lixo. Quanto aos sacos do lixo, não me posso queixar, cada um manda a merda que tem.
A mais recente novidade são as unhas pintadas, para terem a desculpa de não mexerem nos documentos até ao Natal. Ehehehehe.
Vá lá meninas, toca mas é a trabalhar, senão começo a fazer uma coisa que é raro acontecer…REFILAR!!!! Cuidado com os meus acidentes diplomáticos que são beras.
Como prova, reparem na foto onde estou com as minhas miúdas…A Kixa de Mola e a Cenourinha Completely estão sentadas, pois estão cansadíssimas, depois de tentarem arranjar uma maneira de mexerem nos papéis sem tirar a tinta das unhacas. O Trombinhas Men e a Pop Propedêutica, coitadinhos, ficaram de pé sem se puderem manifestar.
O que vale é que nós os quatro fartamo-nos de rir, é que temos números de circo a qualquer altura do ano, à nossa escolha. Isto tudo com a conivência da pessoa que tirou esta foto, a Exma. Sra. Dra. Prof. Virgínia da Parede, que tem o sonho de cortar os pulsos com o seu sobrinho (eu).

02 dezembro 2007

STOP

Todas as santas terrinhas de Portugal têm as suas particularidades.
A freguesia onde nasceram os meus pais não foge à regra. Existe uma povoação chamada Chão Cabeiro, com as suas duas belas casitas onde não mora ninguém durante 11 meses. Tem um pavimento cheio de buracos, pedras e areias (caminho de cabras) onde só passa um carro num dos sentidos, tal é a largura da estrada. Os acessos/saídas são de arrasar. Se a Este a subida/descida é íngreme (tipo montanha russa), a Oeste o nível de perigo é, como eu hei-de dizer…”alarmante”.
Isto porque se alguém quiser entrar na estrada principal, onde passa um carro de 20 em 20 minutos, depara com não um, mas dois STOP’s!...Separados por uns 10 metros, no máximo!!!
Cada vez que eu passo lá farto-me de rir e claro, cumpro religiosamente as regras de trânsito. Aproximo-me do primeiro STOP e páro durante uns breves segundos, para depois chegar junto do segundo STOP em segurança.
Mais vale prevenir que remediar.

20 novembro 2007

Antenas paranóicas


Decoração de uma casa no seu exterior, no concelho de Loures, em pleno século XXI (vinte e um!). Digno de aparecer na rubrica “Portugal no seu melhor!”.

D

Eu acho que ainda cabe mais uma antena!!!



12 novembro 2007

Cortar o cabelo


De dois em dois meses, eu tenho um servicinho que é cortar o cabelo ao meu irmão. Não gosto, detesto, odeio. Ponto final. Mas como é para o chavalo, que remédio tenho eu senão fazer esse sacrifício.
Ele começa a sondar-me 15 dias antes do acontecimento, do tipo:

- “Tens alguma coisa para fazer sábado de manhã?”
- “Tenho! Neste sábado, domingo e no próximo fim-de-semana também.” – digo eu.

Ou

- “Precisava de um favor teu, já sabes…”
- “Não, não tenho tempo, não corto!” – respondo.

Vocês ainda devem pensar que o meu irmão quer alguma permanente, madeixas, cabelinho à foda-se ou cortado à tigela. Não. É, simplesmente, rapar o cabelo com a máquina – pente 2.
“Ah, então é fácil, lá estás tu com o teu mau feitio”, pensam vocês.
Aí é que vocês se enganam. O gajo está sempre a reclamar: ficou mal cortado à primeira aqui, ali, acolá; atrás não está bem rapado; em cima tem altos; cuidado com a tesoura nas patilhas…um stress. Às vezes dá-me vontade de o cortar a pente ZERO, e olhem que já faltou mais. Portanto Pedro, põe-te a jeito…com esses óculos e sem cabelo ainda serás o Gandhi português.
E o pior de tudo é que não sou pago pelo serviço.


EXPLORADOR!!!

08 novembro 2007

Polga

Muito se especulava o facto de Anderson Polga, jogador do Sporting, estar no clube dos azulejos desde 2002 e não ter ainda marcado qualquer golo.
Se na Liga continua em branco, na Champions já marcou o primeiro golo contra o Dínamo de Kiev. Ontem voltou a marcar no jogo contra o Roma, mas na própria baliza.
Ou seja, tomou-lhe o gosto….

05 novembro 2007

Top Secret

Vivemos num mundo cada vez mais tecnológico, onde se tenta simplificar cada vez mais o trabalho das pessoas. Na base de tudo isto estão os computadores, caixas milagrosas onde é registado tudo o que diz respeito à nossa vida quotidiana.
Mas para que os nossos dados sejam confidenciais, existem as passwords, os códigos de acesso, as senhas, com o nome que vocês quiserem dar. Como toda a gente, eu também tenho várias senhas destas e, são tantas, tantas, que resolvi criar um ficheiro em Excel com todas elas, não fosse eu esquecer de alguma.
Assim, sempre que me desse uma “branca” nalguma senha, recorreria a este ficheiro. Mas aconteceu-me uma coisa inesperada. Quanto criei este ficheiro, eu salvei-o e, por uma questão de segurança, criei uma password no bendito ficheiro, estando agora protegido.
Só que agora NÃO me lembro da senha que pus, ou seja, tenho um ficheiro de passwords com uma password de acesso que não sei qual é! Estou há mais de um mês a fazer várias tentativas, mas até agora sem sucesso e, ainda por cima, preciso de abrir este ficheiro para ver uma senha para entrar numa entidade privada.
Não escrevi a password num papel e nem sequer tenho a listagem de todos os códigos numa folha.
É irónico, não acham? Não! É burrice mesmo!

29 outubro 2007

Horário de Inverno

Ontem, de madrugada, os relógios foram atrasados uma hora, quando os ponteiros indicavam duas da manhã. Escusado será de dizer que não fiquei à espera desta hora para mudar todos os relógios que possuo. Eu estava acordado àquela hora, mas eu mudei as “cebolas” quando eram onze e meia da noite. E que grande seca que foi para mudar os relógios de pulso, do vídeo, da sala, do telemóvel, da Hi-Fi, do carro, da televisão…
Mas a melhor parte é ouvir aquela frase espectacular “Os relógios vão ser atrasados uma hora? Que bom, vou passar a dormir MAIS uma hora!”
Meus amigos, a hora mudou, mas nós não vamos dormir mais uma hora nos próximos seis meses! Quanto muito, podemos ficar na ronha mais uma hora no domingo de manhã, mas se o pessoal tiver habituado a dormir um determinado número de horas fixas por noite, nem esses 60 minutos extras poderão ser considerados.
Parece aquela expressão LINDA que de vez em quando também oiço: “Hoje o Sol está quente!”. O Sol é e sempre será quente. Nunca o vi a tremer de frio!
Mas esta mudança de horário também tem o seu inconveniente: se “passei” a dormir mais uma hora, também é verdade que hoje eu vim para o trabalho uma hora mais cedo.
O que não é mau. Assim dou, antecipadamente, a carta à minha Tia Virgínia (private joke).

22 outubro 2007

Constipação

Em 2008, o ano terá apenas 351 dias, pelo menos para mim.
Ou seja, quinze dias irão desaparecer do meu calendário, entre 01 e 15 de Outubro. Tudo porque nesta altura do ano, faça calor ou frio, esteja a chover ou a fazer sol, eu fico sempre constipado. Sempre! Always! É sempre a mesma coisa todos os anos!!!
Eu até poderia ficar constipado ou com gripe no Inverno, o que seria natural, ou até mesmo no Verão, por causa de uma corrente de ar. Mas não, é sempre neste período que me acontece esta malfeita.
Normalmente, o meu amigo e sócio Felício (oi, estás vivo? dá notícias!) goza comigo porque cada vez que eu vou à Ericeira, em qualquer altura do ano, fico sempre engripado. Por isso já não vou aquela terrinha há sete anos. Agora ele vai ter outro motivo para me dar na cabeça.
Portanto, já sabem, nos próximos anos esqueçam que eu existo na primeira quinzena de Outubro, ou se preferirem, comprem-me uns medicamentos para a cura, como prenda de Natal antecipada. Sim, porque agora até ficar totalmente recuperado vou precisar de mais quinze a vinte dias….A…..A…A….ATCHIMMMMMMMMMMMMMMMM!!!!

15 outubro 2007

Aplausos

Ver programas de televisão que tenham público em estúdio é das coisas mais irritantes que pode haver. Aquela gente bate palmas por tudo e por nada. Muitas das vezes sem necessidade para tal.
O programa começa. Aplausos. Entra o apresentador. Aplausos. Ele diz “Boa tarde, etc. e tal”. Aplausos. “Está tudo bem com vocês?”. Aplausos. Entra um convidado. Aplausos. “Gosto muito do teu programa”. Aplausos. Uma canseira. Devem ficar com as mãos bem quentinhas.
E quando são programas de stand up comedy? Um suplício. Às vezes, o pretenso comediante ainda não acabou a piada e já está o público todo a bater palmas. Querem uma solução? Façam como eu, gravem no vídeo e vejam depois.
No outro dia, não pude ver um desses programas de stand up comedy à hora marcada e resolvi gravar. Quando fui ver, cada vez que o publicuzinho batia palmas, eu carregava num botão milagroso chamado FORWARD e passava à piada seguinte. Resultado: o programa tinha uma hora e meia de duração, com intervalos incluídos, e eu despachei aquilo em 35, 40 minutos.
Mas não pensem que a culpa é do pessoal que assiste aos programas, a troco de vinte e cinco euros tributados a recibos verdes. Não. É do assistente de realização. Ele é quem manda!
Eu também já passei por esta experiência. Quando eu tinha 18 anos (no ano passado…), a minha turma do 12º Ano foi assistir a um programa inanarrável de música pimba chamado Festa da Música (conseguiram ler? Estou envergonhado…), apresentado pelo Júlio César. Passámos toda a tarde a bater palmas.
Isto porque, numa tarde, foram feitos três programas de uma só vez. E com direito a repetirem as músicas e as entrevistas, quando estas não ficavam bem!!! Foi a tortura total.
O que vale é que o meu colega Vasco conseguiu partir uma cadeira enquanto se sentava.
Gostaram deste texto? Então batam palmas, por favor.

08 outubro 2007

Rally

E não percas, no próximo fim-de-semana, o Rally Especial 2007 que se vai realizar no concelho de Odivelas.
Para isso, basta convidares 2 ou 3 amigos para fazerem esta viagem alucinante contigo. E leva o carro do teu pai. Sim, não leves o teu, mas se preferires o teu bólide, o problema será da tua responsabilidade. Depois diz que não te avisei.
Objectivo: percorrer certas ruas do concelho de Odivelas desviando, o mais possível que conseguires, das tampas dos esgotos que ficam mesmo na via por onde tu passas. E ficar com os pneus intactos. Sem furos. Without fures. Rien de furrôs.
As ruas que devem ser visitadas são:
1) Rua do Centro Comercial Kaué: ao entrares nesta rua, estão lá duas tampas com a distância de um metro e em sentido oblíquo (yes!!!) e logo, logo a seguir, o brinde perfeito. Uma tampa com cerca de 30cm acima do nível do pavimento, óptima para rasgares o pneu.
2) Rua do Jardim da Póvoa de Santo Adrião: logo a seguir ao jardim, no sentido para Loures, existem paletes de tampas que para desviares delas, tens obrigatoriamente de ir para a faixa contrária.
3) Rua da Escola Secundária Pedro Alexandrino (saudades!!!): para quem se dirige para o mercado, há buracos com um tamanho considerável e umas tampitas generosas que te obrigam a atropelar os peões que andam tranquilamente (!!!) no passeio.
4) Rua da Pastelaria Presidente: dos semáforos até à entrada de Odivelas, vais ver o que é um carro a trepidar de contente! Se os pneus do carro tiverem a mesma pressão depois desta passagem, perdes!
Se puderes treinar para este Rally, experimenta a subida da Calçada de Carriche. É serviço completo, embora já tivesse em pior estado.
O prémio desta aventura é uma passagem pela oficina mais próxima e desembolsar uns quantos €€€€€ no arranjo do carro…do teu pai!!!
Patrocínios da prova: os engenheiros que fazem estas obras-primas (in)acabadas e (im)perfeitas.
Lucro: os mecânicos que já devem estar a esfregar as mãos de contentes.

01 outubro 2007

Meta a mão

Olá pessoal.
Então, tiveram saudades minhas? Eu também tive saudades minhas.
As férias acabaram, mas não me importava de continuar este “trabalho” por muito mais tempo e algumas pessoas sabem bem porquê. Adiante.
Antes de ir de férias fui com o carro à oficina, para mudar o óleo, e acabei por gastar mais uns quantos € porque foram postas pastilhas (super gorila) novas.
Mas o impensável aconteceu: durante estas três semanas de lazer, o carro não parava de chiar cada vez que ia passear. O barulho era tanto que o som do carro abafava o som dos cds que eu estava a ouvir. Um fartote. Liguei para o mecânico e dei-lhe o diagnóstico do carro.

Mecânico: Devem ser das pastilhas.
Eu: Pois, se calhar deve. (Até aí eu já tinha concluído. Dahhh.)
Mecânico: Quando vai a conduzir, o carro faz Chiiiiiiiiiii…Chiiiiiiii…? (O homem a fazer sons é um mimo.)
Eu: Sim, o carro chia.
Mecânico: Então faça uma coisa. Nas viagens maiores, meça a temperatura dos pneus da frente. Se um tiver mais quente que o outro, pode ter alguma coisa a ver com as pastilhas.
Eu: E como eu vejo a temperatura dos pneus? (pergunta parva, mas inocente).
Mecânico: Meta a mão nos pneus. (diz-me isto com o tom de voz mais natural do mundo).
Eu:…………(Speachless)
Mecânico: Ah, mas tenha cuidado para não se queimar!!! É que os pneus estão quentes. (A sério???!!!)

Fiquei hipnotizado e com cara de parvo quando o homem me disse aquilo. METER A MÃO? As bolas suspensas do padre Inácio é que vou ver a temperatura. Que meça ele com as manápulas dele, se já está habituado.

O que um gajo tem de ouvir.

05 setembro 2007

Férias

“Estou cansado.”
“Não tenho tempo.”
“Tenho muito trabalho.”


Provavelmente, estas serão as três frases que os portugueses mais têm utilizado nos últimos tempos. É um vírus que se apoderou nos nossos corpos e que não há meio de sair. Ainda não há vacina para esta nova doença intelectual. Digo intelectual porque consta-me, em alguns casos que me dão a conhecer, que até fica bem em fazer este tipo de comentários, não vão os outros pensar que o pessoal tem boa vida e que não trabalha. E serve sempre como desculpa para tudo, apesar de eu achar que muitas pessoas não sabem é organizar a vida delas e depois estão sempre a queixarem-se. Enfim…coisas.
Mas eu proponho que todo o país entre de férias. Durante um mês ou dois ninguém fazia nada. Mas o país não pode parar! Pois não, mas com a quantidade de emigrantes que existem e chegam todos os dias a Portugal, eles trabalhavam por/para nós. Já dava para descansarmos bastante e depois vínhamos fresquinhos que nem uma alface, para o batente.
Eu, pelo sim pelo não, vou esta sexta-feira de férias e só regresso dia 1 de Outubro…
…estou cansado para acabar este texto e estou a ficar sem tempo, pois estou com muito trabalho.
Sorry!

31 agosto 2007

Diana

Faz hoje 10 eternos e longuíssimos anos que morreu a Diana Spencer, a ex-mulher do ex-futuro rei de Inglaterra, um orelhas que teve a coragem e a ousadia de a trocar por uma velha amante com cara de cavalo (dassssseee!).
Eu não desgostava da “princesa do povo”, mas ela não teve muita sorte na vida e, como qualquer mito moderno, quinou.
Mas desde 1997 que não se ouve, vê ou lê, outra coisa que não sejam especulações acerca da vida que ela tinha (ou a deixavam ter) e até mesmo da forma como morreu.
É que já não há paciência.
Todos os anos são dadas várias opiniões sobre a sua vida; são feitos artigos jornalísticos e diversos documentários; livros escritos por pessoas que privaram com ela; são relembradas as suas gaffes; as relações que tinha com a família real; é revista a listagem dos seus 3.500 amantes; é recordada a sua infância. Até o acidente da morte dela já foi reconstituído um sem número de vezes. Só falta o filme.
Eu estive a pensar e tive uma ideia. Por é que não vão ao túmulo dela e não lhe perguntam directamente as dúvidas que ainda existem? Ela era tão boazinha que de certeza não deixava ninguém sem resposta. Acabavam-se (ou não) com os boatos e o pessoal poderia dedicar-se a outro acontecimento.
Olhem, estou-me a lembrar da Madre Teresa de Calcutá que faleceu uma semana depois da Diana. Pouco se ouve falar desta senhora, principalmente sobre o trabalho meritório que fez junto de muitas pessoas.

29 agosto 2007

Novo Benfica

Apesar de o clube do meu coração ser a eterna Académica de Coimbra (Briosa 4ever), sou benfiquista e, obviamente, habituado a sofrer nas pré-épocas e durante as épocas.
Se no ano passado, a gestão do clube passava pelas 3.000 contratações fictícias, pois ninguém era oficialmente apresentado, este ano, com a venda suicida do Simão Sabrosa e do Manuel Fernandes, lá se conseguiu comprar alguns bons (?) jogadores.
Todos são muito bons e vêm sempre cheios de ganas para vingar no clube, mas depois é o que se vê. Exemplo disso é o jogo dificílimo que vão ter hoje com o colosso FC Copenhaga, na Dinamarca, onde não convém perder.
Mas com a saída de Fernando Santos o Benfica vai ficar mais entrosado, coeso. Cardozo, Bergessio, Di Maria, Andrés Diaz, Maximiliano e Rodriguez são os novos reforços vindos da América do Sul e como, coitadinhos, não falam o nosso idioma, toca de contratar um técnico espanhol – Camacho, não desgosto- para eles perceberem as tácticas. Quanto aos jogadores portugueses…que se desenmerdem, se não perceberem espanhol, “azar” o deles! O povo português não é conhecido pelo seu jeito de desenrascanço?
Agora é que o Benfica vai dar alegrias aos adeptos, e começa já hoje. (Espero).
Mas o que eu gostava mesmo, mesmo era que o Nuno Gomes fizesse hoje o jogo da vida dele. Parece que vão estar três clubes ingleses no estádio para o ver…

27 agosto 2007

Sexo nipónico

Numa pesquisa feita pela BBC Brasil em Abril deste ano, os japoneses são o povo que menos sexo fazem por semana e são também os que ficam menos satisfeitos com as respectivas performances. Óbvio, só comem peixe cru, do que estavam à espera? Faltam-lhes depois o power.
Têm os olhos em bico, ou seja, vêem de lado e deve ser uma enorme trabalheira tentarem acertar no “alvo”. Como são muito pequenos e franzinos, devem estar sempre à espera de um sismo para puderem mexer as ancas.
Se o sismo for de grande intensidade, podem dizer, com satisfação, que fizeram o “The Big One”. Mas se for um sismo de curta duração, o máximo que conseguem é uma “micro rapidinha”.
Mas há uma coisa que me intriga neste tipo de inquéritos. Os portugueses nunca são avaliados. Das duas uma, ou os outros países acham que somos muito bons na cama e já nem perguntam, por pensarem que passamos todo o tempo deitados (a fama deve-se aos nossos futebolistas), ou pensam que nós somos todos muito mentirosos.

20 agosto 2007

Cumprimentos

Cumprimentar alguém é um acto cada vez mais superficial e inócuo, sem qualquer tipo de sentimento. As pessoas têm cada vez menos vontade de dizer um simples “olá” e, quando o fazem, é só para mostrar que é bem educado. Eu, que detesto hipocrisias, incluo-me muitas vezes nesta lista. E podem-me chamar de antipático! Caguei.
Já repararam quando duas pessoas se cruzam dizem, ao mesmo tempo, “Olá, bom dia, tudo bem?” e ninguém responde??!! Ficamos sempre sem saber se a outra pessoa está mesmo bem ou não.
Entra-se num elevador, já com uma pessoa lá dentro, e diz-se “Boa tarde.”. A outra responde da mesma maneira e reza-se para que o elevador desça o mais rápido possível, até ao rés-do-chão. Até lá, ninguém diz mais nada. Eu moro num quinto andar e sei do que falo.
Também há casos em que dizemos “Bom dia/tarde/noite” e as pessoas, pura e simplesmente, não respondem. Podemos pensar que é malcriado(a). Eu, neste caso, dou sempre o benefício da dúvida. Penso logo, se não responde é porque é estrangeiro. Com a quantidade de emigrantes que existem no nosso país, o mais certo é ninguém perceber o nosso idioma.
Eu, que até já passei por inglês no Palácio da Pena, em Sintra, também posso fazer o mesmo, de vez em quando.

- Ora, então, boa tarde!
- What?
- Good Afternoon.
- Olhe, viesse mais cedo!

13 agosto 2007

Segurança Social

A função pública está cada vez mais incompetente. E em período de férias nota-se ainda mais. A situação que eu vou contar tem a ver com a Segurança Social.
A pedido de um cliente, enviei um fax para esta instituição no dia 30 de Maio, a pedir uma simples declaração contributiva. O cliente reclamou na sexta, ainda não a tinha recebido.
Telefonei hoje de manhã para esta bela instituição e o telefonista disse-me que não podia passar para a extensão em causa porque os telefones estavam avariados há duas semanas. Se eu quisesse FALAR com esta secção, que enviasse um fax!!!
Ora se ainda não me responderam ao meu pedido de 30 Maio ao fim de quase dois meses e meio, quanto tempo demorarão a responder a outro?
O que é inacreditável é a Segurança Social impor prazos aos contribuintes na entrega e pagamento de tudo e mais alguma coisa e eles que têm, por lei, de enviar estas declarações no prazo de dez dias úteis, não ligam nenhuma ao povo português.
Tive de mandar o estafeta ao Saldanha para ver o que se passava com a declaração. E qual é o resultado? Ainda não estava feita!!!
Também já aconteceu estes funcionários públicos não passarem outras declarações, de outras empresas, pelos seguintes motivos:
- “A chefe não veio hoje trabalhar, passe cá amanhã.”
- “Fez o pedido por net? Nós não sabemos mexer nisso, continue a mandar por fax!”
É a Segurança Social no seu melhor.

08 agosto 2007

A prova do crime

Ora aqui está a prova do crime.
Para quem me chama de “ganda maluco”, nada melhor do que comprovar a vossa teoria, conforme a foto em anexo.
Eu sou doido por t-shirts, aliás se pudesse, tinha uma para cada dia do ano. Esta foi comprada numa loja do Colombo. Tem menos uma letra K, em relação ao endereço do meu blogue, mas a intenção é que conta.
A partir de agora, lá vou eu ter de ouvir as palavrinhas mágicas quando andar com esta t-shirt vestida na rua.
Sem querer, estou a fazer publicidade ao meu blogue.

06 agosto 2007

Descapotáveis

Crise é a palavra que mais se ouve e se escreve em Portugal.
Bem utilizada pelo português comum que vive à rasca; cinicamente utilizada pelos empresários que devem pensar que o português comum é otário; mal utilizada pelo nosso governo que deve pensar que os empresários vão na cantiga do bandido e que o português comum é um saco de pancada, nestas ocasiões.
Mas o que torna mais escandaloso são aquelas pessoas que dizem que a crise os afecta e depois têm um carrito descapotável. O português comum diz logo “ou ganhou o euromilhões, ou anda metido na droga, ou dá o corpo ao manifesto, ou ganha bem e trabalha pouco”.
Eu tenho a possível resposta. As pessoas que têm um carro descapotável vivem com muitas dificuldades...Não, calma, não me chamem nomes, deixem-me explicar! Aproveitem os ovos para as omoletes e os tomates para a salada. Eu não sirvo de alvo.
Estas pessoas compraram um carro “inteiro”, mas como depois não têm dinheiro para pagar as prestações das moradias, dos carros, do plasma, do MP3 e da playstation dos filhos, telemóveis de última geração, jantaradas e almoçaradas em restaurantes caríssimos, viagens a países paradisíacos, roupas de marca e mensalidades em Healths Clubes (ufa!)…o que fazem? Começam a vender o carro à peça, daí a grande quantidade de descapotáveis. Começam pelo tejadilho, depois vendem os vidros laterais, o pneu sobressalente, etc, etc.
Quando passar algum “pobrezinho” por vocês num carro descapotável, digam a essa gentinha que “amanhã será outro dia”.

30 julho 2007

7 Segundos

Estava a ver a programação da TV para domingo à noite quando reparei que, na TVI, ia ser exibido à meia-noite, um filme com o título “7 SEGUNDOS”.
Óptimo, pensei eu. Enquanto dava algum intervalo noutro canal, sempre se poderia dar uma saltada para ver este filme. Se só eram sete segundos, seria uma coisa rápida de se ver, não se perdia nada. Mas qual não foi o meu espanto quando notei na duração do filme…1h30m. O que eu deduzi? Publicidade enganosa.
Ainda duvidei se o filme não tinha mesmo os tais sete segundos e, com os eternos e longuíssimos intervalos da TVI, a película não chegasse mesmo à hora e meia de duração. Mas não, o título é só para confundir.
Este tipo de confusão fez-me lembrar, quando fui ao cinema com alguns amigos e amigas há uns anos atrás. Como o filme que queríamos ver estava esgotado, optámos por ver outro, como é óbvio.
Estávamos já com 20 minutos de exibição e uma amiga minha, a Sara, diz: “mas a apresentação deste filme é assim tão grande?!!”. Foi gargalhada geral, não é Hugo?
A pobre da rapariga tinha ido à casa de banho e ninguém lhe disse que trocámos de filme.

23 julho 2007

Contramão

Todas as semanas temos a notícia de que um idoso entrou numa auto-estrada ou via rápida em sentido contrário, ou seja, estava a guiar em contra-mão.
Entende-se como idoso, uma pessoa com idade a partir dos 65 anos. Por exemplo, eu no dia 13 de Maio de 2050 sou ainda considerado um jovem adulto ou um homem ainda novo e, no dia seguinte (14), já serei um velho, acabado, reformado e que apenas servirei para levar e trazer os meus netos à escola, ler o jornal e jogar às cartas e ao dominó nos bancos do jardim.
Mas voltando ao assunto, as pessoas andam alarmadas e assustadas porque vão elas no seu belo automóvel a 120 Km/h (ninguém ultrapassa este limite, verdade?) e deparam com uma bela surpresa pela frente…um velho maluco a andar de carro.
Mas eu tenho duas teorias para justificar esta condução dos “avôs cantigas” deste país:
1ª teoria: são pessoas que querem saber ou recordar como é a condução na via mais à esquerda, tal como se faz no Reino Unido ou Moçambique.
2ª teoria: são pessoas que depois de reformadas não têm muita coisa para fazer e querem subir os níveis de adrenalina, fazendo-se à estrada que nem uns malucos.
Portanto, nada de alarmismos. Deixem os tugas séniores acabarem a vida em beleza e com alegria. Não se esqueçam que nós quando nascemos, a primeira coisa que fazemos é chorar.

16 julho 2007

50 Km/h

Há cada vez mais acidentes em Portugal. E porquê? Porque os portugueses conduzem mal, ou melhor (ou pior…), conduzimos pessimamente, somos malcriados, prepotentes, enfim…temos um Ayrton Senna dentro de nós. Ups, este também já quinou, logo, mau exemplo.
As constantes mudanças no código da estrada não se reflectem na condução dos portugueses, a não ser na carteira com as multas que os bófias vão passando, já que é a única coisa que eles sabem fazer.
O governo põe como limite máximo 120 Km/h nas auto-estradas, o que é contraditório. Temos cada vez melhores estradas e vendem-se carros mais potentes, para depois andarmos a passo de caracol. Mal comparado, é como termos uma automotora a andar sobre uma linha da TGV.
Na cidade de Lisboa a tolerância é zero, só se pode andar até 50 km/h nalgumas zonas. Muita gente refila, mas eu concordo com a medida. Os automobilistas passam a andar tão devagar que já há tempo para ver melhor as belas paisagens da capital tais como: passear pela marginal e ver as praias, mamarrachos, bairros sociais, wc gigantes (Sporting!!!), grandes concentrações de cimento (Benfica!!!), cartazes publicitários com meninas em lingerie…
Muitas vezes as pessoas comentam “Não conheço nada do nosso país”. É fácil. Vão ao mapa, escolhem uma cidade, andam a 50 km/h, param e tiram fotos para mais tarde recordar.
Viva o limite a 50 Km/h. Ah, mas se passar algum Schumacher a mais de 120 Km/h será, com certeza absoluta sintética e analítica, um deputado que já vai atrasado para o dormitório, desculpem, para o Parlamento trabalhar.

11 julho 2007

Inauguração


É oficial. A partir de hoje, este blogue passa a ter qualquer coisa escrita. Este texto.
GANDA MALUCO foi inaugurado com pouca pompa e nenhuma circunstância e só havia um convidado na festa de apresentação: eu! A gráfica não imprimiu os convites a tempo, por isso é que vocês não apareceram. Sobraram tantos rissóis, croquetes, empadas, champanhe, sumos, cerveja. Um verdadeiro cocktail. Fica para a próxima.
Dedico o nome deste blogue a todas as pessoas que me chamam GANDA MALUCO, embora eu ache que é despropositado. É um elogio que não mereço, pois eu não sou nada maluco, NADA.
Digo é piadas parvas, com muito sarcasmo, dos acontecimentos do dia-a-dia. Sou mauzinho.
Ponham este endereço nos vossos favoritos e vejam de vez em quando. Em princípio, todas as segundas feiras há texto novo. E comentem, nem que seja para dizer mal.
Menção especial à Pop e à Kixa, por serem duas bacanas de quem eu gosto muito e que são as principais sacrificadas, ao aturarem-me todos os dias com as minhas palhaçadas. Só lhes dou descanso ao fim de semana.
O meu obrigado ao Bruno pela disponibilidade, paciência e ajuda na configuração do GANDA MALUCO.
Se quiserem enviar ideias, tópicos ou qualquer sugestão para eu desenvolver em texto, estejam à vontade. Os vossos créditos serão aqui divulgados.
Luís Filipe